O seu hotel em Coimbra, localizado no coração da Baixa

Mata Nacional de Vale de Canas | Refúgio da Árvore Mais Alta da Europa

Entre as encostas que descem em direção ao Mondego, longe do ritmo mais urbano do centro de Coimbra, existe um lugar onde o silêncio é interrompido apenas pelo vento nas copas das árvores. A Mata Nacional de Vale de Canas é um dos espaços naturais mais singulares da cidade e guarda, entre trilhos e miradouros, uma história feita de biodiversidade, memória florestal e paisagem.

Com cerca de 16 hectares, a mata localiza-se entre Santo António dos Olivais e Torres do Mondego e tem origens que recuam ao século XVI, quando era conhecida como “Mata do Rei” e pertencia à Coroa Portuguesa. Originalmente composta sobretudo por vegetação espontânea, Vale de Canas transformou-se, ao longo do século XIX, num importante espaço de experimentação botânica e florestal. Em 1867, foi adquirida pelo Estado para fornecer madeira destinada às obras hidráulicas da Mata Nacional do Choupal, numa época em que Coimbra procurava controlar as cheias frequentes do Mondego.

Entre 1866 e 1870, sob orientação de Manoel Afonso D’Esgueira e com a colaboração do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, a mata foi repovoada com espécies autóctones e exóticas vindas de vários países europeus e da Austrália. Foi nessa altura que chegaram dezenas de espécies de eucaliptos que ainda hoje marcam a paisagem.

É precisamente aqui que se encontra um dos elementos mais impressionantes da paisagem natural de Coimbra: um exemplar de Eucalyptus diversicolor, conhecido como Karri. Com cerca de 75 metros de altura, é considerada a árvore mais alta da Europa. O seu tronco ergue-se acima da restante vegetação com uma dimensão impossível de ignorar, transformando-se num dos pontos mais marcantes da mata.

Mas Vale de Canas é muito mais do que a sua árvore gigante. Ao longo dos percursos pedestres surgem carvalhos, castanheiros, sobreiros, cedros, plátanos e dezenas de outras espécies que fazem deste espaço um verdadeiro arboreto ao ar livre. A fauna também marca presença, com espécies como a rã-ibérica, a salamandra-lusitânica, a lagartixa-do-mato e várias aves florestais.

A mata possui pequenos trilhos interpretativos, zonas de merendas, um miradouro sobre a encosta e recantos onde o silêncio e o cheiro da vegetação criam uma rara sensação de afastamento da cidade.

Para quem gosta de caminhadas, existem percursos sinalizados como o PR1 CBR, um circuito interpretativo circular com cerca de 1,10 km, e o PR2 CBR, que liga a Mata de Vale de Canas à Praia Fluvial de Palheiros-Zorro, atravessando a encosta em direção ao Mondego. Pelo caminho surgem algumas das árvores mais imponentes da região, miradouros naturais e paisagens que alternam entre floresta, vale e rio.

Apesar da proximidade ao centro de Coimbra, a Mata de Vale de Canas parece pertencer a outro ritmo. Longe da agitação urbana, a mata convida a caminhar devagar, respirar fundo e descobrir um dos recantos mais tranquilos da cidade. Aqui, a cidade desaparece lentamente entre árvores gigantes, trilhos sombreados e o silêncio da floresta.

Hotel Oslo Coimbra Logo

Hotel Oslo – Coimbra

Av. Fernão de Magalhães, 25
3000-175 Coimbra, Portugal
Hotel Icone Mapa e Direcções

Tel. +351 239 829 071
(chamada para a rede fixa nacional)
mail@hoteloslo-coimbra.pt
Icon de Contacto Contactos