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Fado de Coimbra

“Coimbra é uma lição, De sonho e tradição, O lente é uma canção, E a Lua a faculdade, O livro é uma mulher, Só passa quem souber, E aprende-se a dizer saudade…” Quem não conhece este Fado de Coimbra?! Este e muitos outros Fados que cantam o amor à cidade, o amor às raparigas, a vida dos Estudantes e que mais tarde servem de oposição ao Estado Novo, são parte do património da Canção/Fado de Coimbra. Contudo, muitas são as dúvidas e, muitas vezes, as comparações erradas que se fazem entre a Canção de Coimbra e o Fado de Lisboa. Diz-se que a Canção de Coimbra teve origem no Fado de Lisboa mas tal não pode ter acontecido já que a Canção de Coimbra aparece, pelas ruas da cidade, séculos antes de aparecer o Fado em Lisboa que só mais tarde se espalha por todo o país. Recuando aos séculos XII e XIV, percebemos que Coimbra recebe influência de duas culturas: a erudita e a popular.

Na cidade viviam minorias étnicas e sociais, bem como, grupos sócio-profissionais em que a música fazia parte dos momentos de lazer. Por outro lado, Coimbra era um local de passagem de viajantes, jograis, peregrinos e estudantes. Quando falamos da Canção/Fado de Coimbra também não nos podemos esquecer que é indiscutível a influência que a Universidade teve na sua origem. Desde 1290 que estudantes vindos de vários pontos do país cantavam, noite fora, pelas ruas da cidade. O Fado Coimbrão esteve sempre, e continua a estar, muito associado às tradições académicas da Universidade. As Serenatas, por exemplo, é outro ritual da Academia que marca muito a Canção de Coimbra. Estas decorrem à noite, debaixo de uma janela, tocadas e cantadas a alguém que se ama, por Universitários ou Ex-Universitários. Em tempos, serviam para pedir comida às moças e oferecer algo de artístico à cidade e às suas pessoas. Atualmente, são uma forma de homenagear as raparigas. Quando falamos de Serenatas, as palmas não são bem-vindas. A única resposta que se pretende é a luz acender e apagar três vezes. Este é o sinal desejado. Esta tradição também é seguida em momentos solenes, como a serenata monumental.

Ao contrário do Fado de Lisboa, a Canção de Coimbra é exclusivamente cantada por homens que trajam sempre a rigor. Tanto os cantores como os músicos trajam calças, batina e capa negra. O Traje académico da Universidade que confere mais solenidade ao momento. A Canção de Coimbra é acompanhada por uma Guitarra de Coimbra e uma Guitarra Clássica. E é impossível falar da Guitarra de Coimbra sem referir Artur Paredes. Compositor e intérprete de Guitarra Portuguesa. É considerado por muitos o criador de uma sonoridade única para a Guitarra de Coimbra, distinguindo-a assim da Guitarra de Lisboa. Mais tarde, o seu filho, Carlos Paredes ampliou a versatilidade da Guitarra Portuguesa levando a sua sonoridade a todo o mundo.

Durante a década de 50 e, até ao 25 de Abril de 1974, a Canção de Coimbra foi uma excelente “arma” de intervenção a favor dos ideais de Liberdade. Nomes como Adriano Correia de Oliveira ou José Afonso adotaram as baladas como forma de expressão política. O Fado Coimbrão foi preponderante na Luta dos Estudantes contra a Ditadura de Salazar. A música “Grândola, Vila Morena”, composta e cantada por Zeca Afonso, foi a escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha da Revolução dos Cravos.

É por tudo isto indiscutível a ligação da Universidade de Coimbra ao surgimento da Canção/Fado de Coimbra. “Se o Fado é considerado a canção da alma portuguesa, o Fado de Coimbra é, seguramente, a música que marca o ritmo do coração da cidade dos estudantes.”
Atualmente podemos afirmar que a Canção/Fado de Coimbra vive dias prósperos devido também ao surgimento de novos projetos musicais que pretendem chegar a um público mais abrangente e levar, assim, o Fado de Coimbra a todos os cantos do mundo. Por exemplo, o Fado ao Centro, em Coimbra, criou uma escola e oficina de construção de instrumentos. Esta escola lecciona aulas de instrumentos relacionados com o Fado de Coimbra e, atualmente, conta com alunos de várias faixas etárias e nacionalidades. Na oficina, para além da construção de instrumentos de corda leccionam, também, cursos de construção de instrumentos pioneiros no Fado de Coimbra, como a Viola Toeira.

Em Coimbra, pode-se “encantar” pelo nossa Canção/Fado no Café Santa Cruz, Fado ao Centro, Fado Hilário e àCapella. Numa visita ao Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra, na Torre do Anto, fica a saber mais sobre a Canção e a Guitarra de Coimbra e a sua evolução ao longo das gerações.

Casas onde assistir a fado de Coimbra:

àCapella:
Rua Corpo de Deus-Largo da Vitória
Capela Nossa Srª da Victória
Sessões diárias de Canção de Coimbra às 21:30 (ligar e reservar)
Horário: Segunda a Domingo das 19:00 as 02:00
Contacto: 239 833 985

Café Santa Cruz:
Praça 8 de Maio, Coimbra
Horário: Segunda a Domingo das 07:00 às 00:00
Sessões diárias durante o Verão
Contacto: 239 833 617

Fado ao Centro:
Rua Quebra Costas, número 7, Coimbra
Sessões diárias de Canção de Coimbra às 18:00 (ligar e reservar)
Contacto: 239 837 060

Fado Hilário:
Rua Joaquim António de Aguiar, nº 110, Coimbra
Sessões Diárias de Canção de Coimbra às 18:45 (ligar e reservar)
Contacto: 911 505 770

Restaurante Trovador:
Largo Sé Velha nº 15-17, Coimbra, Portugal
Sessões de fado com marcação prévia (hora de jantar)
Contacto: +351 239 825 475

Núcleo da Guitarra e do Fado de Coimbra:
Rua de Sobre Ribas, Torre do Anto
Horário: Terça a Sábado: 10h00-13h00/14h00-18h00

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